Bra By Michaela
Michaela DePrince: dou-te as boas-vindas à minha edição
O segmento Bra By está de volta com uma pirueta, uma vez que o ícone contemporâneo do mundo do ballet, Michaela DePrince, é a nossa editora convidada. A sua história, desde órfã de guerra até bailarina com vitiligo consagrada, inspirou uma geração, ensinando-nos que é possível mudar a nossa narrativa se nunca desistirmos do nosso sonho. A edição Liberdade para mudar da Michaela é dedicada às formas como crescemos enquanto mulheres. Relembrando-nos a todas de que nos estamos constantemente a edificar sobre versões passadas de nós próprias para criar uma força que evolui incessantemente.

Bra By Michaela: carta da editora
Quando era criança, diziam-me constantemente que era gorda. Sim, com 10 anos, aparentemente era gorda. Os professores de ballet valorizavam mais a minha aparência física do que o meu talento e pensavam que não seria capaz de me juntar a uma companhia. Estavam errados. No entanto, não eram os únicos a pensar assim.
O mundo da dança, e do desporto em geral, perpetua o body shaming. Temos de o denunciar. Não devemos esperar que os corpos das mulheres tenham uma certa aparência. Devemos celebrar o facto de que não têm. Quero ajudar a mudar a forma como as pessoas falam com raparigas e mulheres: fazendo com que sintamos que temos de corresponder aos ideais de outras pessoas. Estamos constantemente a crescer e a evoluir, mas segundo os nossos próprios termos. O que é algo muito bonito. Gostava que se falasse mais sobre este assunto.
Acho que tenho muito a dizer sobre apoio, tanto relativamente a sutiãs como a pessoas, e é por isso que estou muito contente por ser a editora convidada desta edição do Bra By. Não só passo muito tempo a usar sutiãs de desporto, como também cresci no mundo do ballet, onde os corpos são escrutinados e onde vi como o tamanho do peito pode ser um problema intransponível para algumas pessoas. A minha irmã mais velha parou de dançar porque teve peito cedo, tenho amigas que pararam de dançar porque não conseguiam encontrar o suporte de sutiã certo para as atuações e tenho amigas que se encolhem sobre si mesmas quando dançam porque têm vergonha de que o seu peito vá ser uma distração.
As relações que estabelecemos com o nosso peito podem ser tão variadas quanto todas as formas e tamanhos diferentes que há no mundo. O meu nunca foi grande, o que também pode gerar inseguranças. Quando era adolescente, queria que o meu peito pequeno crescesse. Na altura, o objetivo era encontrar sutiãs que fizessem parecer que tinha peito. Agora, não me incomoda não ser muito avantajada e procuro sutiãs de desporto confortáveis que integrem o meu look porque me fazem sentir bem.
Olho de uma forma completamente diferente para aquela criança de 10 anos com a sua adorável barriga saliente na barra. Ainda tenho um maillot desse tempo que agora me fica folgado. Os complexos com o corpo podem fazer com que muitos de nós nos contenhamos, impedindo-nos de ser tão autênticos quanto merecemos ser. Felizmente, tinha as pessoas certas ao meu redor que não permitiram que os complexos físicos projetados pelos outros me desencorajassem de perseguir os meus sonhos. O facto de que temos formas, tamanhos e cores diferentes é algo bom, só precisamos de encontrar as pessoas certas (e os sutiãs) para nos apoiar.
Isto leva-me a apresentar os novos sutiãs de desporto Nike Alate, os quais vais ver muito nesta edição. São literalmente os sutiãs mais confortáveis, leves e respiráveis da Nike. Os tamanhos inclusivos numa variedade de tons de pele significam que todos estão convidados a usá-los.
Acho que os vais adorar tanto quanto eu!
Com amor,
Michaela