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Última atualização: 26 de junho de 2023
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Founé Diawara

Enquanto jovem, Founé Diawara sentia-se deslocada por causa da sua identidade cultural. Um dia, a sua perspetiva mudou para melhor: descubram como uma campanha viral nas redes sociais a levou a tornar-se copresidente de uma comunidade de futebol feminina.

Founé Diawara do Les Hijabeuses, francesa, nascida a 4 de outubro de 1999. Ilustração de Lauwaart.

Sendo a segunda mais velha de sete irmãos, Founé nasceu para ser líder. A sua natureza curiosa fez dela um excelente modelo a seguir para os seus irmãos mais novos. Ela estava sempre à procura de aprender coisas novas e, por vezes, muitas coisas ao mesmo tempo! Em 2014, o Campeonato do Mundo Feminino inspirou-a a abraçar mais um novo passatempo: o futebol.

Aos catorze anos, Founé juntou-se pela primeira vez a um clube de futebol. Fazer parte de uma equipa foi simplesmente maravilhoso! Para ela, cada movimento, fosse um drible no campo, um passe para as colegas de equipa ou um remate bem-sucedido, assemelhava-se a uma bela coreografia.

"Queremos que as mulheres tenham direito a ter todas estas identidades."

Les Hijabeuses: Founé Diawara fala sobre a luta contra o preconceito

Depois de um ano a treinar com a equipa, estava pronta para se estrear num jogo a sério. Contudo, quando se preparava para entrar em campo, o árbitro impediu-a.

"Não podes usar o teu hijab", disse o árbitro. Não era permitido.

O coração de Founé partiu-se em bocados. O hijab era um importante símbolo da sua fé muçulmana e uma parte da sua identidade. Ela simplesmente não o podia tirar para jogar. Founé passou o jogo no banco. Sentia-se triste e irritada.

"Eu só queria jogar", disse. "Só queria dar o meu contributo à equipa."

Em vez de se deixar levar pela tristeza, Founé permitiu que as suas capacidades de liderança naturais assumissem o controlo. Ouvindo falar de uma campanha dedicada a travar a discriminação no desporto feminino, aproveitou a oportunidade para fazer parte da mesma.

O movimento teve início com um vídeo de Instagram sobre a proibição da utilização de hijabs no futebol francês. Founé viu a forma como comentários oriundos de todo o país começaram a chegar. Mulheres partilhavam as suas próprias histórias de discriminação e como esta proibição as tinha forçado a abandonar o desporto.

Founé continuou a lutar por esta causa tornando-se copresidente da Les Hijabeuses, uma comunidade de futebol onde as mulheres podem usar os seus hijabs. Entre as sessões de treino, Founé estuda direitos humanos na universidade. Enquanto isso, tenta trabalhar para um futuro onde as mulheres nunca tenham de sacrificar parte da sua identidade para fazerem aquilo de que mais gostam.

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Data de publicação original: 14 de outubro de 2022